terça-feira, 8 de novembro de 2011

FENARCOM 2011 - A MELHOR DAS EDIÇÕES

A 5ª FENARCOM realizada nos dias 4,5 e 6 de novembro de 2011 foi, sem dúvida, a melhor de todas as edições até aqui. Fabricantes consagrados como a COBRA, COMET, DAIWA, MFJ, ALINCO, ICOM e YAESU, foram presenças marcantes com seus equipamentos de última geração, proporcionando um belo espetáculo com as demonstrações em seus estandes, sem falar nas empresas que fabricam acessórios. Mas, a grande e agradável surpresa, ficou por conta da indústria nacional, com produtos de altíssima qualidade, proporcionando uma alegria muito grande, não só pela qualidade e quantidade apresentados, mas, principalmente pelo sentimento de que ao contrário do que escutamos nos bate-papos, o nosso mercado está esquentando, em pleno crescimento, e o melhor de tudo, que é com muito profissionalismo. A lista é grande para satisfação de todos os que estiveram presentes e puderam visitar todos estes estandes e tirar as suas dúvidas com os seus representantes.

Maravilhoso, poder rever os amigos, fazer novas amizades, assistir as demonstrações, participar das palestras, e conhecer em detalhes, toda uma história contada através da belíssima coleção do nosso amigo Adinei - PY2ADN, cujos equipamentos trazem, marcados em cada um deles, detalhes recentes da caminhada da humanidade, das guerras, do desenvolvimento tecnológico, uma verdadeira viagem no mundo fascinante da radiocomunicação.


Uma oportunidade ímpar, para todos os que gostam da radiocomunicação, conhecer um pouco da história, ver de perto o que muitos de nós só viu através da internet ou das revistas especializadas, trocar informações e constatar que o nosso hobby está se reorganizando, e que a FENARCOM veio como um marco para dar sustentação a esta afirmação.

















Parabéns Erwin, parabéns RADIOHAUS, parabéns para a indústria brasileira, que com todas as dificuldades, montanhas de impostos, encargos trabalhistas, taxas e demais obstáculos, conseguem se reinventar e nos proporcionar o belo espetáculo que vimos, participamos e que ficou registrado nas fotografias mostradas abaixo.
Claro que ainda há muito para se fazer e melhorar, mas é fato de que a cada nova edição, a FENARCOM está cada vez melhor!

domingo, 30 de janeiro de 2011

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010


Saudações colegas ! Segue novo Logo do CVUBH com o novo endereço da pagina que deixou de ser .com e agora é .com.br .
Abraços a todos !
Flavio
PY4YYF

sábado, 10 de abril de 2010

Quando tudo falha, sempre há um Radioamador atento e solidário

Quando tudo falha, quando o desespero bate a nossa porta, quando parece não haver esperança, quando todos os sistemas de comunicação falham ou são ineficientes, sempre há um Radioamador ou um Operador da Faixa do Cidadão por perto, pronto para entrar em ação. Solidarios, prestativos, mal interpretados pela mídia em geral, que normalmente por total desconhecimento ou falta de interesse, relata o apoio, a ajuda incansável, a dedicação que na maioria das vezes é com sacrifícios pessoais, com adjetivos ou textos que nunca exprimem corretamente o nosso hobby, a nossa paixão.
Se você possui arquivos com reportagens e fotos sobre a atuação de Radioamadores e Operadores da Faixa do Cidadão, envie para hamradiobr@yahoo.com, ou siga-nos neste Blog e publique o seu registro. Vamos fazer um arquivo histórico destas ações e deixar publicado, para que todos possam acessar e conhecer, mesmo que com os erros das mídias que as publicaram, os atos que engrandecem a nossa escolha.
Segue abaixo, uma pequena coletânea de artigos que recolhi de uma das mídias.



23/08/2007
Radioamador reúne mãe e filha após 32 anos

Elas contaram com apoios de uma rede que já encontrou 1,8 mil pessoas em 11 anos.
São 2 mil unidades de rádio por todo o país, além de 188 no exterior.
Um serviço voluntário oferecido por radioamadores conseguiu reunir mãe e filha que estavam separadas há 32 anos. O encontro aconteceu na sexta-feira (17), em Araraquara, a 273 km de São Paulo.
“Faltava um pedaço de mim. E eu não queria morrer sem vê-la, porque já pensou morrer sem ver minha filha?”, desabafou a aposentada Evenilde Freitas. Ela enviou uma carta para o radioamador José Aparecido Peccetti pedindo ajuda para encontrar a filha perdida. Ele é parte do grupo que já conseguiu localizar 1,8 mil pessoas nos últimos 11 anos por meio de uma rede de radioamadores. O trabalho voluntário conta com o apoio de quase 2 mil unidades de rádio por todo o país, além de 188 no exterior. Todos os dias, o grupo recebe de 30 a 35 cartas. Em uma delas, veio o pedido de Evenilde.
Ela se separou da filha quando ainda morava no Paraná. “Ela é a mais velha e foi trabalhar em Curitiba com uma família. Depois, ela queria nos levar, mas nós não fomos. Aí perdemos o contato e não vimos mais”, conta a aposentada. Peccete, também conhecido como Zinho Uirapuru, entrou em contato com amigos em Curitiba. “Localizei ela numa churrascaria. Falei ‘olha, tem como eu conversar com ela?’. Aí passaram o número. Liguei e Deus fez uma coisa tão maravilhosa que justo ela que me atendeu."
A filha, Zilda, já chegou chorando à casa da mãe. Muito emocionadas, as duas se abraçaram e mataram as saudades. A mãe, Evenilde, foi categórica após o reencontro: “vamos ficar sempre perto uma da outra”.


18/08/2008
Radioamadores usam comunicação para enfrentar trânsito de SP
Com aparelhos nos veículos, eles trocam informações sobre lentidão.
Conheça um pouco mais sobre esse hobby.

Os radioamadores usam a comunicação para enfrentar os longos congestionamentos na capital paulista. Com aparelhos para operação móvel instalados nos veículos, alimentados pela bateria do carro, eles trocam informações sobre pontos de lentidão na cidade. Mas, caso as filas sejam inevitáveis, o rádio ajuda a passar as horas ociosas dentro do veículo.
“Saindo do escritório, essa uma hora e meia no trânsito passa muito rápido. É um horário que estou utilizando o rádio para conversar com o pessoal da Europa”, diz o engenheiro elétrico José Alberto Julio, de 43 anos, presidente da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre-SP). Ele trabalha na Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, e mora na Zona Leste.
O rádio ajudou o vice-presidente da entidade, o comprador José Armando de Macedo Soares Júnior, de 29 anos, a fugir da lentidão na época dos ataques promovidos pela quadrilha que age a partir dos presídios de São Paulo. No dia 15 de maio de 2006, os paulistanos, com medo, saíram mais cedo do trabalho, o que travou o trânsito. “Todo mundo estava preso no trânsito e eu cheguei na minha casa em 40 minutos”, lembra.

O microempresário João Roberto de Almeida, de 42 anos, é radioamador desde 1978 e também conta com os equipamentos para fugir da lentidão. “Eu tenho rádio e a gente usa para ter informações de trânsito. E também temos um passatempo para enfrentar esse trânsito maluco”, conta. De acordo com o vice-presidente da Labre-SP, há cerca de 3.200 radioamadores na capital paulista – mas nem todos têm o equipamento no carro.
Mas não pense que é só instalar equipamentos de rádio no carro e sair falando. Um radioamador precisa de uma licença – e muito conhecimento - para operar a estação. O Certificado de Operador de Estação de Radioamador (COER) é obtido junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio de um teste para comprovar que o interessado tem capacidade técnica para operar a estação de radioamador.
“O objetivo do radioamador é comunicar, aprimorando a capacitação técnica e conhecendo novos horizontes. É a janela para o mundo”, explica Julio. Na associação, há aulas que habilitam os interessados para os testes da Anatel. “Tentamos despertar a curiosidade do público para se tornar um radioamador. Para as pessoas não pensarem que a gente causa interferência na TV do vizinho”, afirma.

Entre as preocupações do radioamador está o uso adequado dos aparelhos. “Todo equipamento tem de atender a uma norma para não gerar interferência”, explica Julio. A licença da Anatel é dividida em três classes (A, B e C) e os radioamadores precisam respeitar as faixas de freqüência, tipos de emissão e potência permitidos à classe da certificação.
Pé de mexerica
Em tempos de internet, os radioamadores defendem essa comunicação, usada há muitas décadas. “A diferença é a parte de conhecimento técnico. Na internet, você entra e acaba falando com qualquer um. Já os radioamadores são pessoas de todas as camadas sociais que têm uma afinidade. Existe um gosto que não dá para explicar”, diz José Armando.
Julio, por exemplo, teve o primeiro contato com o radioamadorismo quando ainda era adolescente, e o pai trocou o videogame dele por um rádio. “Aos 15 anos, eu montei uma antena, pendurei no pé de mexerica da minha avó e o primeiro contato que fiz foi com Fortaleza”, lembra. Conhecer pessoas de lugares muito distantes é uma das paixões do radioamador. “Você vai estudando, se alimentando com aquelas informações”, afirma, dizendo que aprendeu inglês, espanhol, italiano e francês com o rádio.
As histórias dos radioamadores têm um ponto em comum: eles conheceram esse tipo de comunicação muito cedo. O administrador de empresas Antônio Nikola, de 35 anos, começou em 1987, quando tinha 14 anos. “Meu pai tinha uma lancha em São Vicente [com um rádio] e aquilo me fascinou bastante. Eu fui me aprimorando no assunto. Até hoje continuo com minhas antenas, investindo em equipamentos”, lembra.
Ele conta que o rádio já permitiu a comunicação de familiares dele com parentes que estavam distantes. “Minha tia morava no Zaire e a comunicação por telefone era muito precária. Em 1992 ou 93, ela passou seis meses aqui e a gente usava diariamente para se comunicar com meu tio”, lembra.
Os radioamadores são muito procurados em todo o mundo durante tragédias e guerras – ocasiões em que a comunicação por telefone, por exemplo, costuma ser interrompida. O funcionário público Maurício Pitorri, de 39 anos, radioamador desde 1988, lembra um caso ocorrido há alguns anos.
“Ouvi um homem que estava desesperado porque queria contato com o Egito. Mas não conseguimos e os italianos tomaram conta da situação. Ele queria notícias da família. À noite, quando eu ligo a TV, vejo a notícia de que havia tido um terremoto no Egito”, conta.

01,02 e 03/06/2009
Radioamador foi 1º a confirmar destroços do Airbus
André Sampaio, radioamador premiado, deu ontem em primeira mão, ao vivo, a notícia da localização do que seriam os primeiros destroços do AF 447 da Airbus. A Força Aérea Brasileira (FAB) depois oficializou a informação. Sampaio, considerado pessoa decisiva para a Ilha de Fernando de Noronha por sua participação em salvamentos de pessoas em mais de 20 desastres aéreos e marítimos nos últimos 20 anos, agiu como de costume. A diferença, segundo ele, é que, em vez de dar entrevista para a TV Golfinho (local), falou para jornalistas de todo o País - que divulgaram a notícia para o mundo.
Ainda um tanto assustado com a repercussão do vazamento de uma notícia que os militares não pretendiam divulgar naquele momento, André Sampaio não quis mais falar com a imprensa. A Aeronáutica, que já lhe deu a mais alta condecoração que um civil pode receber, a Medalha Santos Dumont, em 2004, teria lhe pedido para silenciar. Mas, ele não confirmou a reprimenda. O fato é que, depois de ter divulgado a conversa captada entre as tripulações de dois Hércules C-130 que faziam buscas, juntamente com um avião Casa, não teve acesso a nenhuma outra comunicação. Duas vezes campeão mundial de radioamadorismo, também detentor da medalha do Mérito Tamandaré (Marinha, 2003), e do título Amigo da Marinha (1988), Sampaio, de 59 anos, alagoano criado em Pernambuco é radioamador há 30 anos. Entre os eventos de resgate dos quais participou, Sampaio cita o dos náufragos do navio de carga Iracema, que passaram sete dias em um bote, e de um veleiro que perdeu velas e motor. Com uma estação bem equipada, ele dá apoio à Marinha ou Aeronáutica, pegando posição de barcos e aviões envolvidos em acidentes. Como voluntário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

02/06/2009
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A Aeronáutica avistou objetos metálicos e não-metálicos na área de busca pelo avião que fazia o voo AF 447, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31), com destino a Paris, e desapareceu. Ainda não há confirmação de que essas peças são da aeronave. Nesta terça, um radioamador interceptou o diálogo entre as equipes que participam do resgate.
Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) se revezaram nas buscas durante a madrugada desta terça-feira (2). A todo instante, pilotos pousavam e decolavam no aeroporto de Fernando de Noronha.
Uma das aeronaves, um patrulha da FAB, equipada com um radar, tinha capacidade de detectar objetos no escuro. De acordo com a Aeronáutica, possivelmente foram as coordenadas desse equipamento que permitiram avançar nas buscas. Nesta manhã, três aviões partiram em direção ao Oceano Atlântico.
O primeiro contato dos pilotos com a Aeronáutica, depois da decolagem, foi às 6h44. Eles disseram que podiam ver uma bola laranja e placas metálicas no mar. Quatro minutos depois, foi feito outro contato, com informações sobre outros objetos e manchas de óleo.
Mas foi às 7h30 que os pilotos deram a informação mais importante do dia nesse trabalho de buscas. A notícia chegou até Fernando de Noronha por meio de uma central de radioamador, que interceptou o diálogo. A conversa é entre o piloto de um dos aviões e a torre da Aeronáutica:

- A que se refere?

- A um banco, a poltrona de avião

"Todas as posições [dos objetos] estão mais ou menos alinhadas, o que determina coerência neste avistamento", diz o radioamador André Sampaio. "Na verdade, o que foi avistado até agora é o fruto da correnteza que está se deslocando nessa direção noroeste."
Pelas informações do piloto, os destroços estariam nos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, que ficam a mais de 600 quilômetros de Noronha.
As buscas prosseguem. Nesta terça, devem chegar a Fernando de Noronha os navios da Marinha que vão ajudar na operação.

01/06/2009

O radioamador André Sampaio auxilia a Aeronáutica nas buscas pelo Airbus 330-200, da companhia Air France, que desapareceu depois de partir do Rio de Janeiro, às 19h de domingo (21). De acordo com ele, a aeronave teria perdido contato com radares e torres de controle no Brasil a cerca de 270 quilômetros da costa.
Ainda segundo Sampaio, essa distância é relativamente curta e fica dentro da faixa de alcance da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele disse que mora em Fernando de Noronha (PE) e o tempo esteve bom, com céu limpo, durante toda a madrugada na região.
Sampaio afirmou que, pouco tempo após o momento em que o contato com o avião foi interrompido, mensagens via radioamador foram enviadas a embarcações que navegam pela região. Segundo o radioamador, as mensagens informam sobre o desaparecimento da aeronave e pedem que as tripulações fiquem atentas a qualquer sinal da aeronave. Até o momento, de acordo com Sampaio, nenhuma informação foi passada pelas embarcações.

Voo AF 447

A aeronave, da Air France, saiu do Rio em direção a Paris, mas não chegou à capital francesa no horário previsto. Segundo a companhia aérea, 228 pessoas estavam a bordo, sendo 216 passageiros e 12 tripulantes.

21/11/2009
Astronautas do "Atlantis" instalam antena para radioamadores na ISS
Washington, 21 nov (EFE).- Os radioamadores contam a partir de hoje com uma nova antena no espaço, graças ao trabalho dos astronautas Mike Foreman e Randy Bresnik, que concluíram nesta sábado com sucesso a segunda caminhada espacial da missão STS-129 do "Atlantis" à Estação Espacial Internacional (ISS).Esta foi uma das diferentes tarefas realizadas durante as seis horas e oito minutos que os astronautas estiveram no fora do aparelho, nas quais também instalaram um adaptador ao laboratório europeu "Columbus".A jornada de trabalho começou às 12h31 (horário de Brasília), uma hora mais tarde que o previsto, devido ao fato de que na noite anterior, pelo segundo dia consecutivo, soou o alarme de despressurização da ISS.Foreman e Bresnik tiveram que sair do compartimento "Quest", que prepara o sistema sanguíneo dos astronautas para prevenir problemas de descompressão, até que as equipes de controle na Terra confirmaram que se tratava de um alarme falso.
A comprovação dos sistemas durou duas horas, portanto, a Nasa (agência espacial americana) teve que reduzir em meia hora a missão no exterior do "Atlantis", o que não impediu que os astronautas concluíssem todas as tarefas que tinham na agenda do dia.
Durante a missão no exterior da nave, Foreman e Bresnik tiveram tempo para instalar uma antena sobre a viga principal para melhorar a transmissão das câmeras de vídeo que levavam sobre o capacete.
Além disso, reposicionaram um dispositivo que registra o potencial elétrico entorno da estação e instalaram um gancho para aderir carga à viga principal.
Esta foi a primeira caminhada fora de aeronave de Bresnik, enquanto que para Foreman foi a segunda nesta missão e a quinta em sua carreira, já que também participou da missão STS do "Endeavour" em 2008.
Bresnik, que saiu do "Atlantis" com um traje com detalhes vermelhos para poder ser diferenciado de Foreman, mostrou seu entusiasmo ao passar pela escotilha da nave.
"Sem contar quando vi minha esposa pela primeira vez, acho que jamais vi algo mais bonito", disse o astronauta, quando olhou a Terra a uma distância de 354 quilômetros.
Para Bresnik esta viagem é especial já que quando voltar à Terra conhecerá sua filha, nascida durante a missão.
Esta é a última missão realizada pela Nasa à ISS este ano e será a penúltima do "Atlantis", que será "aposentado" no ano que vem junto com o "Discovery" e o "Endeavour".
A missão STS-129 ainda terá saídas do "Atlantis" na segunda-feira, para a instalação de um tanque de oxigênio no compartimento de embarque "Quest", de dois experimentos para o estudo de materiais, e para continuar com a conexão de cabos para receber o módulo "Tranquility" que chegará à ISS em 2010.
A ISS, que orbita a cerca de 360 quilômetros sobre a Terra, é um projeto internacional no qual participam 16 países.
O "Atlantis" partiu com seus seis tripulantes na segunda-feira passada do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, no sul do estado americano da Flórida, para uma missão de 11 dias que terminará na sexta-feira. EFE

08/04/2010
Foi desesperador', diz radioamador que ajudou nos resgates em Niterói

Grupo de radioamadores se mobilizou para chamar resgate.
'As pessoas gritavam embaixo dos escombros', lembra Márcio Ribeiro.

Os momentos que sucederam o deslizamento que atingiu o Morro do Bumba, em Niterói, foram de desespero e também de solidariedade. Ao saber que dezenas de casas haviam sido soterradas no local, um grupo de radioamadores se mobilizou para comunicar as equipes de resgate o quanto antes.
Segundo o segurança Márcio Araújo Ribeiro, de 31 anos, eram cerca de 20h30 quando um radioamador que mora no morro deu um sinal de alerta via rádio. "Ele entrou totalmente em desespero. Tinha um amigo que estava com a família soterrada. As pessoas estavam gritando embaixo dos escombros", relatou Ribeiro em entrevista ao G1.
Ribeiro, diretor de Ensino e Radioamadorismo da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Rio de Janeiro (Labre-RJ), contou que estava na ponte Rio-Niterói, voltando para casa depois de um curso, quando recebeu o alerta no rádio. Desde terça-feira (6) à noite, um grupo de radioamadores voluntários está de plantão para auxiliar na comunicação entre a população do Rio e os órgãos públicos.

"Imediatamente, acionamos outros radioamadores. Cerca de 10 foram para a região. Nos dividimos – um ligou para os bombeiros, outro para a Defesa Civil, outro para a Polícia Militar, assim por diante", disse.

No caminho, Ribeiro avisou duas viaturas da polícia que tinha informações sobre um deslizamento em uma área de risco. Ao chegar ao local, ficou chocado com o que viu: "Foi desesperador. Estamos [radioamadores voluntários] acostumados com situações de emergência, mas como aquilo eu nunca vi".

Além das casas soterradas, chamou a atenção de Ribeiro um automóvel de cabeça para baixo. "Um morador me mostrou onde estava o carro antes do deslizamento. Era uma distância de uns 250 metros, no mínimo. Ali, eu vi a dimensão da tragédia", recordou.

Ribeiro acompanhou o resgate – feito, em grande parte, pelos próprios moradores (assista ao vídeo acima) – durante boa parte da noite e se envolveu emocionalmente com a situação das famílias: "A gente que é pai fica muito impressionado, especialmente vendo as crianças presas pelos braços, pelas pernas, nos escombros. Cada vida resgatada é uma vitória".

Cenário de guerra

Márcio Chehab, de 35 anos, também foi ao local depois de ser avisado pelo colega radioamador sobre o deslizamento. Chegou ao morro às 21h e só voltou para casa às 5h. "O cenário era de guerra. Bombeiro gritando pedindo maca, tirando feridos dos escombros. Moradores carregando os vizinhos nos ombros, colocando dentro dos próprios carros para levar para um hospital", contou ao G1.

Chehab, que trabalha com manutenção de equipamentos eletrônicos, ajudou chamando ambulâncias de hospitais da região e manteve contato com radioamadores em diferentes cidades. "Tinham pelo menos mais uns 20 radioamadores, além dos 10 que estavam no local, em suas casas, ajudando com infraestrutura de internet, telefone", relatou.

Ainda na madrugada, eles imprimiram imagens da ferramenta Google Earth para ajudar os bombeiros a ter noção do estrago provocado pelo deslizamento. "Na hora, não tinha como ter ideia do tamanho da destruição. Uma parte do morro sumiu, e com ela as casas que estavam ali".

O radioamador também ressaltou o esforço dos voluntários em ajudar no resgate. "Os moradores estavam usando baldes para tirar os escombros, qualquer coisa que encontrassem pela frente, para tentar achar as pessoas", lembrou. Um dos homens, então, saiu para comprar baldes e distribuir na comunidade. "Numa hora dessas, vale tudo para ajudar. O que aconteceu ontem [quarta] foi um grande exemplo de filantropia".

08/04/2010 (2)
No 'Twitter das antigas', radioamadores se mobilizam por vítimas da chuva

Rede de voluntários usa rádio para informar sobre desastres.
Grupo está de plantão em função das chuvas fortes no Rio de Janeiro.

A mobilização para a troca de informações vista recentemente em espaços da internet como o Twitter ocorre também pelas ondas de rádio. Em casos de desastres como o que atinge o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira (5) e o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, radioamadores transformam as frequências utilizadas diariamente para bate-papo em canais de alerta para ajudar quem precisa.
Na noite desta quarta-feira (7), cerca de dez radioamadores estiveram em Niterói ajudando na comunicação com os órgãos de resgate depois do deslizamento. A rede também trabalhou no contato com os hospitais do Grande Rio.
O radioamadorismo é praticado no Brasil e no mundo desde os primeiros anos do século XX, com vocação para atuar como um serviço de utilidade pública. Em 2001, foi criada no país a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), subordinada ao Ministério da Integração Nacional e à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Formada por radioamadores voluntários, a rede pode ser convocada para ajudar o poder público como um canal de comunicação em situações de emergência ou calamidade pública.

“Neste caso [as chuvas fortes que já provocaram a morte de mais de cem pessoas no estado do Rio], não houve convocação do estado nem do município, porque o trabalho da Rener é suprir a comunicação, na falta das redes essenciais como telefone e internet”, explica Vitor Vidal, coordenador da rede para o estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao G1.

Mesmo sem o chamado oficial, um grupo de radioamadores do Rio está de plantão na frequência da repetidora do Sumaré (146.950Mhz), aguardando informações de outros radioamadores para comunicar qualquer problema à Defesa Civil.

“Se um radioamador passa em um lugar com sua estação móvel e vê alguma ocorrência, ele entra naquela frequência e comunica essa rede. A rede, então, entra em contato com a Defesa Civil”, exemplifica o eletricista de 32 anos.

De plantão desde a noite desta terça-feira (6), cerca de 10 radioamadores aguardam chamados de outros 120 voluntários da Rener ou de qualquer um dos cerca de 5 mil radioamadores do Rio. “Sempre tem alguém ligado. Se não tiver nenhum chamado de emergência, a frequência é usada normalmente, para o bate-papo, a conversa eventual”, diz Vidal.
Até a tarde desta quarta-feira (7), a ocorrência mais significativa tinha sido um alerta à Defesa Civil do Rio sobre uma piscina poderia cair em uma área de risco na zona norte, depois do contato de um radioamador que mora na região. Com o deslizamento da noite em Niterói, o trabalho da rede foi reforçado.
Assim como Vidal, o técnico em informática Marcelo Esteves Freire, de 45 anos, reserva parte de seu tempo às conversas via rádio. Nesta quarta-feira, ele levou sua estação móvel – seu Passat azul equipado com aparelho de rádio e uma superantena – para o Aterro do Flamengo, atrás de informações sobre as consequências da chuva.

“Vou todos os dias para o aterro, de onde me comunico com as pessoas. Nesses dias de chuva, o pessoal está falando menos, para dar espaço a qualquer informação importante que possa ser passada para os outros”, relata Freire.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010



7° Encontro de Radioamadores em Rio Pomba - MG
DIA 23 de Janeiro de 2010

Rio Pomba irá realizar no dia 23 de janeiro de 2010 o sétimo encontro e confraternização de radioamadores, onde vai ter feirinha de equipamentos, rádios e acessórios, também terá musica ao vivo e sorteio de vários brindes.

Local : Associação Atlética Banco do Brasil.
Endereço: Avenida do contorno S/N -Rio Pomba - MG
Telefone para mais informações: (32)35711474 Thales ou
(32)9115 7890 3571 1035 3571 4691 Wellington
Repetidores de Apoio

147.240 Mhz Rio Pomba
146.850 Mhz Juiz de Fora
147.200 Mhz Barbacena

Todos os radioamadores e seus familiares estão convidados a participar desse grande evento!!
Hoteis : Regina Hotel (32)3571-1651,
Hotel America (32)3571-2334 e
Rio Pomba Plaza Hotel (32)3571-1223.

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